Trajes Tradicionais Portugueses

Aqui estão alguns dos tipos de Trajes Tradicionais Portugueses, espero que gostem, obrigado.

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sábado, 5 de Junho de 2010

Algarve

Embora o Corridinho, os Bailes Mandados e os Bailes de Roda sejam as mais características e praticadas danças algarvias, existem no Algarve muitas outras danças locais ou popularizadas (mas a que o algarvio imprimiu o forte cunho do seu temperamento) ainda hoje em uso: o Balso Marcado ou Balso Rasteiro (que é uma valsa amazurcada), o Regadinho (em forma de quadrilha), o Balso Pulado (que é uma polca), a Contradança, o Bailarico.

Na categoria de «bailes de roda» há inúmeras danças, tais como a famosa Tia Anica de Loulé, a Amendoeira, a Libra, o Papelinho e tantas mais. Do «corridinho» (que na sua estrutura é um «fado corrido» que no século passado, no seu aspecto de dança, tomou o ritmo de polca amazurcada) existem ainda, no interior da província, alguns espécimes bastante antigos.

Baixo Alentejo

Balhos de Cadeia e Balhos de Roda são as principais modalidades coreográficas desta província, algo pobre de danças e tão rica de música coral. Apesar disso ainda nela deparamos com algumas outras danças de sabor e prática locais: o Marcadinho, o Puladinho, o Tope, a Redondinha, o Chegadinho e as Seguidilhas (dança raiana espanhola popularizada em Barrancos).

Há muito que desapareceram algumas «danças religiosas» que outrora se dançaram no Baixo Alentejo onde, contudo, ainda as pessoas mais idosas recordam o Maquinéu, os Pinhões, o Fandango, os Escalhavardos, o Sarilho, o Fogo del Fuzil ― danças outrora bailadas na margem esquerda do Guadiana e hoje caídas em desuso ― e as de meia-idade são capazes ainda de bailar o Seu Pézinho e as Danças de Amor (bailes de roda, ao meio e aos pares).

Alto Alentejo

Talvez a mais pobre e menos original região coreográfica do país mas musicalmente uma das mais ricas, o Alto Alentejo tem, no distrito de Portalegre, uma das mais belas e características danças populares portuguesas: as Saias.

A par destas, no Alto Alentejo ainda se dança: o Salto em Bico, os Bailhos Campaniços, os vários Balhos de Roda, o Puladinho, os Balhos de Cadeia, o Fandango e até o Vira. Quase caiu em desuso a Dança do Mastro, mas ainda persiste em algumas zonas.

Ribatejo

Fandangos, Bailes de Roda e Viras (de várias modalidades) são, com danças ao ritmo de valsa, de polca e de mazurca, o aspecto coreográfico mais característico do Ribatejo onde também ainda se baila: a Farrapeira, o Enleio («moda nova» à maneira das saias), a Chotiça com Marcador, a Moda dos Dois Passos, o Verde Gaio, o Corridinho, o Fadinho (um fado corrido), etc., danças a que o ribatejano imprime um forte cunho pessoal, evidente no acelerado ritmo, no acelerado rodopiar dos pares e nos característicos passos de «sapateado» e «escovinha».

Com forte influência da Lisboa burguesa e fidalga do século XIX, as danças ribatejanas recorrem muito aos ritmos das danças estrangeiras de salão outrora em voga: a Salteada é uma valsa de ritmo acelerado, a Moda de Roda é uma polca e a Moda dos Dois Passos é uma mazurca.

Estremadura

Apesar de na Estremadura se situar Lisboa, a capital, que, de certo modo, influencia toda esta província, ainda a sua música e as suas danças apresentam aspectos muito arcaicos e declaradamente rurais, a par de, em determinadas áreas, serem evidentes as influências quer da Beira Litoral quer do Ribatejo.

As principais danças são: a Ramaldeira, a Ramadeira, o Enleio, a Carreirinha, o Chicote, os Reinadios, alguns Viras (da Beira Litoral), algumas Saias (do Alto Alentejo), o Verde-Gaio, a Ciranda, a chotiça, o Passo-a-Quatro, a Machadinha, o Fandango e o Bailarico que, embora bailado em toda a Estremadura, tem a sua melhor expressão na região saloia.

Beira Baixa

«Modas de romaria» ou «danças de romaria» são as principais danças da Beira Baixa. Com vários nomes mas com o mesmo ritmo musical e pouca diferença coreográfica entre si, as «modas de romaria» diferem umas das outras sobretudo nas suas melodias.

Entre outras danças destacam-se: o Tareio e a Moda do Indo Eu, esta sempre com o seu aspecto de brincadeira ou jogo coreográfico. Em escalhão baila-se uma Gota, de leve sabor espanholado, que parece ser uma dança raiana popularizada na Beira Baixa. Nesta província, de belíssimo e muito antigo folclore musical na sua expressão vocal, encontramos ainda algumas danças arcaicas que possivelmente serão reminiscências de danças rituais, religiosas ou guerreiras: a Mourisca, a Dança da Tranca (de Silvares, que é um fandango), a Dança das Trancas (de Verdelhos, possível reminiscência de uma dança de trabalho), a Dança da Genébres (Lousa).

Beira Litoral

Pela sua extensão e diversidade de modos de vida das suas populações (as quais apresentam várias mas diferentes características: serranas, piscatórias, influência burguesa de Coimbra, pastoris, simultaneamente rurais e marítimas) a Beira Litoral é, do ponto de vista coreográfico, uma província muito complexa e variada recebendo as suas danças influências de áreas e regiões etnográficas das províncias e concelhos limítrofes.

Principais danças: a Farrapeirinha, a Farrapeira, o Regadinho, a Ramaldeira, a Ribaldeira, a Tirana, o Estalado, o Lambão, o Real das Canas, o Vira Valseado (Moldes, Arouca), o Vira de Cruz (Moldes-Arouca), a Cana Verde de Oito (Moldes -Arouca), o Malhão, a Tirana, a Ciranda, a Carrasquinha, a Cana Verde, a Moda Nova, o Senhor de Pedra, o Verde-Gaio, o Vira (em várias modalidades: Vira Flor, Vira Travado, Vira de Treme, Vira Roubado, Vira de Roda, Vira Pulado, Vira Serrado, Vira Valseado, Vira Vareiro (com «marcador»).